domingo, 10 de julho de 2011


Acabo, tudo

Ando mal como quem bebe a tarde inteira 
E precisa ir pra casa, ao amanhecer
As ruas se tornam tortuosas de mais
suas causadas são todas arrebentadas
e parece que nada ali te segura
O mundo não tem paredes pra que me segure
e os buracos são enormes...
Ao chegar em casa bêbada ouço brigas,
Alguém no fundo não gosta dessa vida
Me jogo na cama quase caindo e me reviro
Pra ver a imagem estreita que me persegue
falando pela casa, mais nem isso consigo ver
Meus olhos não abrem bem pra ver te, só há
uma silhueta de mulher, deve ser minha mãe
Que nunca acredita que a única filha
Se mata a cada dia, porque
A vida na terra esta mais que perdida
Eu não quero mais, mais ela não entende
E vive me culpando ainda mais.
E desta vez, não é um homem quem bebe e da vexame
Sou eu, uma mulher crescida que não toma
cuidado com nada.

2 comentários:

Rodrigo disse...

Para aqueles que prosseguem, mesmo sem poder contar com qualquer tipo de ajuda, é dado o discernimento para escolher, é dado um coração aberto para aceitar e aprender, é dado luz para que nada obscureça frente à visão interior e uma grande proteção Daquele que te assegura ser necessário coragem e confiança para desintegrar ilusões que impedem de viver, viver plenamente.

Álvaro Lins disse...

Olá Chris - Confiança e auto-estima!
Bjo